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JOGOS PARADESPORTIVOS


Classificação dos nossos Atletas:


Prova de 50m Categoria A Masculino:
Gabriel Pereira - 2º Lugar


 Prova de 50m Categoria A Feminino:
Giovanna Camila Liberato
1º Lugar

Prova de 50m Categoria A Feminino:
Ana Cristina Machado
3º Lugar

Prova de 50m Categoria A Feminino Cadeirante:
Ana Caroline de Jesus
1º Lugar

Prova de 100m Categoria B Masculino:
Rodrigo Martins
3º Lugar



Nossos alunos ainda participaram das provas de 
Salto em Distância e Pelota

 

 

 




Provas e interação em Joinville

Trezentos e doze estudantes, com idades entre seis e 18 anos, participaram dos Jogos Escolares Municipais Paradesportivos de Joinville (Jemps), ontem, na pista de atletismo da Univille. Esta foi a 5ª edição do evento e atingiu número recorde de inscritos: 38 escolas e duas instituições. “Os Jogos promovem o desenvolvimento de crianças que muitas vezes não conheciam a vida fora de casa e da escola”, explicou a professora Rosicler Ravache, da Fundação de Esporte e Lazer de Joinville.

A participação intensa dos estudantes trouxe torcida de casa. Como Sabrina Leuni Gabriel, mãe de Igor, sete anos, e Leonardo, nove, que participaram das disputas. Michele Aparecida Oliveira Rodrigues também não perdeu um lance da filha Marya Fernanda, que ficou em 4º lugar nos 50 metros e também disputou o lançamento de pelota. “Este foi o primeiro ano dela e eu vou incentivá-la sempre”, disse a mãe.

A professora Joelma Silvana também acompanhou cada um dos 15 alunos da Escola Municipal Governador Heriberto Hülse. Além de registrar todos os momentos com câmera fotográfica, ela apressava o passo para receber os atletas no fim das provas.

A Heriberto Hülse foi a primeira a se inscrever nos jogos neste ano. “A interação das crianças nestes eventos é fundamental para que elas possam conhecer novas habilidades que, muitas vezes, não são percebidas dentro da sala de aula”, destacou a professora Joelma.


Joinville é referência em educação inclusiva segundo levantamento do MEC



Joinville é uma das cinco cidades do Brasil consideradas referência em educação inclusiva pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Rodrigo Mendes, organização sem fins lucrativos que promove ações relacionadas à área. 

A quantidade, a relevância das iniciativas e a capacidade de colocá-las em prática estão entre os critérios analisados. O resultado foi divulgado na edição de abril da revista “Nova Escola”.

O reconhecimento é referente às ações de 2012. Práticas que, segundo a Prefeitura, serão ampliadas. Um exemplo ocorreu na semana passada. Seis escolas rurais foram cadastradas para receber o mobiliário e materiais. Outras 16 devem ser implantadas até 2014. 

— O MEC envia os materiais e as secretarias disponibilizam o espaço e o professor para atender aos alunos. Além da educação inclusiva, esse professor também pode auxiliar os alunos em outras necessidades específicas —, explica a supervisora de educação especial Valdirene Sampaio.

Recursos como computador, jogos lúdicos, impressora e mobiliário especial são enviados gradativamente pelo MEC. Atualmente, Joinville conta com 42 salas completas, mas deve chegar a 58 até o fim do ano que vem. O atendimento especializado é feito nestes espaços, sempre com apoio pedagógico.

Cinco equipes multidisciplinares também atuam como polos em suas regiões. Fonoaudiólogos, fisioterapeutas e psicólogos acompanham o desenvolvimento dos alunos com atendimentos que antes eram realizados nos Centros de Apoio Pedagógico, mas que passaram a ser feitos dentro das escolas.

QUADRO DE DESENHO EM RELEVO COM CANETA ADAPTADA



Esta é outra dica riquíssima da Fundação Catarinense.

Um recurso fácil de fazer e que irá favorecer muito o aluno baixa visão e até mesmo aqueles com dificuldades motoras.
O engraçado é que todos que entram na minha sala querem escrever, como se fosse uma mágica!
Ficam surpresos com a simplicidade do material e a riqueza do resultado.
As professoras do ensino regular disseram que acharam interessante para a criança treinar de forma lúdica a letra cursiva.
Enfim, é um material que com a criatividade de cada professor trará ótimos resultados.

Material:


  • velcro largo
  • cola quente
  • papelão
  • fio de lã
  • duas miçangas
  • uma caneta sem a carga


As miçangas servem para que o fio de lã não saia de dentro da caneta. Coloque quantos centímetros de fio de lã você quiser.



Eu optei por fazer esse quadro com dois contrastes: fundo claro e fundo escuto, assim o aluno sinaliza como é melhor para ele.

Fica o filminho pra dar água na boca!







Esta dica de material encontrei no site da Fundação Catarinense e é super fácil de fazer.

Materiais:

  • régua
  • transferidor
  • esquadro
  • cola relevo ou cola colorida


Atentos para o detalhe:

  • A cada 3 bolinhas vermelhas são marcados 5 centímetros
  • A cada 2 bolinhas amarelas é marcado 1 centímetro
  • A cada bolinha azul é marcado 5 milímetros


Este material serve como instrumento para o aluno cego ou baixa visão medir, facilitar a identificação do sistema de medidas, traçar ângulos, na aprendizagem da medição de ângulos retos e linhas perpendiculares.






Painel de números

Essa ideia eu achei muito legal. Vi em algum lugar na net, mas não lembro pra poder colocar os créditos.

Bem, trata-se de um painel com mãozinhas onde é feita a contagem através dos dedinhos.
A princípio fiz para um aluno com pautas autistas do 1º ano, mas acabou fazendo sucesso com toda a turma.

Materiais necessários:

2 folhas de EVA da mesma cor para o fundo
1 folha de EVA para os bolsinhos
Retalhos de EVA para os 15 círculos (usei como molde um CD)
15 palitos de picolé
1 folha de EVA com a cor de sua preferencia para recortar as mãozinhas
Cola tudo ou  cola quente
* Eu usei papelão no fundo para deixar o cartaz  mais forme.








Dança Inclusiva


     Iniciou em nossa escola o grupo de Dança Inclusiva dirigido pela professora Juliana Crestani.
     Este projeto permitirá aos alunos de nossa escola, com e sem deficiência física, a entrar no mundo da dança.
     Esta primeira aula contou com a presença de alguns pais que vieram conhecer o projeto. A professora Juliana apresentou o trabalho aos alunos e mostrou um vídeo com duas das apresentações já realizadas pelo grupo de Dança Inclusiva.
     Este modo de ver a dança empolgou aqueles que toparam este novo desafio.
     É isso aí, o Valentim continua buscando alternativas para a participação de todos os alunos nas atividades oferecidas em nossa escola.

E eu claro, ansiosa pela primeira apresentação!





Quanto ao início dos atendimentos - complemento


Estas são algumas das questões que vão depender muito do equilíbrio e bom senso da equipe escolar.
   
                                  
No início da implantação do AEE na unidade escolar é comum a equipe ter dúvidas quanto ao perfil dos alunos que devem ser atendidos na SRM.
Deve ficar claro, tanto para os professores do ensino regular quanto para a equipe diretiva que:


Segundo a Política Nacional de Educação Especial, na Perspectiva Inclusiva 
SEESP/MEC (2008)
O Atendimento Educacional Especializado

Alunos atendidos no AEE
  • Alunos com deficiência: aqueles com impedimentos de longo prazo de natureza física, intelectual ou sensorial que podem ter obstruída/dificultada sua participação plena e efetiva na sociedade diante de barreiras que esta lhes impõem, ao interagirem em igualdade de condições com as demais pessoas (ONU, 2006).
  • Alunos com transtornos globais do desenvolvimento: aqueles que apresentam um quadro de alterações no desenvolvimento psicomotor, comprometimento nas relações sociais, na comunicação ou esteriotipias motoras. Incluem-se nessa definição alunos com autismo clássico, síndrome de Asperger, síndrome de Rett, transtorno degenerativo da infância (psicose infantil) e transtornos invasivos sem outra especificação (MEC/SEESP, 2008).
  • Alunos com altas habilidades/superdotação: estes alunos devem ter a oportunidade de participar de atividades de enriquecimento curricular desenvolvidas no âmbito de suas escolas em interface com as instituições de ensino superior, institutos voltados ao desenvolvimento e promoção da pesquisa, das artes, dos esportes, entre outros.
  • Alunos com deficiência: aqueles com impedimentos de longo prazo de natureza física, intelectual ou sensorial que podem ter obstruída/dificultada sua participação plena e efetiva na sociedade diante de barreiras que esta lhes impõem, ao interagirem em igualdade de condições com as demais pessoas (ONU, 2006).
  • Alunos com transtornos globais do desenvolvimento: aqueles que apresentam um quadro de alterações no desenvolvimento psicomotor, comprometimento nas relações sociais, na comunicação ou esteriotipias motoras. Incluem-se nessa definição alunos com autismo clássico, síndrome de Asperger, síndrome de Rett, transtorno degenerativo da infância (psicose infantil) e transtornos invasivos sem outra especificação (MEC/SEESP, 2008).
  • Alunos com altas habilidades/superdotação: estes alunos devem ter a oportunidade de participar de atividades de enriquecimento curricular desenvolvidas no âmbito de suas escolas em interface com as instituições de ensino superior, institutos voltados ao desenvolvimento e promoção da pesquisa, das artes, dos esportes, entre outros.

Avaliação:
Para que os atendimentos possam ser iniciados, o aluno precisa passar por uma avaliação, mas esta não é responsabilidade única do professor de AEE. Não somos nós que determinamos "o que o aluno tem".
Em Joinville contamos com uma equipe multidisciplinar (Pedagogia/AEE, Fonoaudiologia, Psicologia e Terapia ocupacional). Após a avaliação com esta equipe o aluno inicia os seus atendimentos, porém se ele ainda não possui nenhum laudo é feito encaminhamento para neurologista.
Mas a ausência deste laudo não nos impede de atender este aluno, pois foi levantada uma "suspeita" após a avaliação. Na documentação e até mesmo no censo escolar este aluno consta como "em investigação".
Se na sua cidade não há uma equipe multidisciplinar a maior parceria do AEE é com o orientador escolar, cabe à ele fazer os encaminhamentos dos alunos, seja pra Postinho de Saúde ou qualquer outro tipo de atendimento.

É preciso compreender que não é o supervisor escolar, o professor da sala regular ou a direção da escola que determinará se o aluno será atendido ou não. Isto é competência do professor de AEE que após o estudo de caso, as observações, a avaliação pedagógica e os possíveis encaminhamentos irá, com seu olhar investigativo, perceber se este aluno é ou não perfil do AEE.

Muito cuidado: nós não determinamos se um aluno tem ou não deficiência, apenas suspeitamos após estudo e então encaminhamos para avaliação médica.

Outro ponto importante: alunos com TDAH não são público alvo da educação inclusiva! 

Espero ter contribuído.

Abraços!

Quanto ao número de alunos


Esta é uma questão que foi levantada por uma das leitoras do blog e por isso vou compartilhar como é feito em minha sala.

Desconheço qualquer lei que defina o número de alunos ou o tempo de atendimento nas Salas de Recursos Multifuncionais. Aqui em Joinville, nós professoras de AEE definimos esta questão de acordo com a realidade de cada escola.

Há alunos que necessitam atendimento individual, é o caso de um de meus alunos ( BV) que está aprendendo a usar o Dosvox  e de outro (PC) que aprende a usar a Comunicação Alternativa.
Mas há casos onde o trabalho em grupo irá favorecer o aluno, pois ele precisa ficar atento e concentrado em sala de aula, mesmo em meio a agitação dos demais colegas  (este é apenas um exemplo)

Vou explicar como organizo meus atendimentos:

  • Tempo:  1h ou 1:30h (depende o aluno)
  • Quantidade de alunos: individual ou grupo (no máximo 4 alunos para ter um bom rendimento)
  • Quantidade de alunos por período: 5 de for atendimento individual
  • Dias de atendimento por semana: 4
  • Dias para observação, confecção de materiais, estudos... : 1


Veja bem, dependendo da quantidade de alunos em sua escola não haverá alunos o tempo todo, todos os dias e é preciso saber lidar com esta situação. Dentro do ambiente escolar é comum achar que só trabalha quem está entupido de aluno.  É preciso mudar esse pensamento partindo do próprio professor de AEE que na maioria das vezes vem da sala de aula e se vê “sem ter o que fazer”.

Muitos de nossos alunos faltam aos atendimentos, geralmente por problemas de saúde e o professor do AEE pode utilizar este tempo, esta janela no horário para pesquisar mais sobre a deficiência de seus alunos, rever seus estudos de casos, modificar planos de atendimento, levar sugestões para os professores, observar alunos em sala e confeccionar materiais.

Como é possível perceber, apenas um dia para atividades que devem ser realizadas além dos atendimentos é muito pouco, por isso o professor deve saber administrar seus dias restantes da semana.
Engana-se quem acha que professor de AEE trabalha menos, eu sempre digo que trabalhamos tanto quanto, apenas é diferente. 

Apresentação de Trabalho


Antes da Sala de Recursos Multifuncionais ser implantada em nossa escola a apresentação de trabalho feita por um aluno com paralisia cerebral que não se comunica verbalmente parecia algo praticamente impossível, mas este pensamento vem mudando desde 2009.

A partir do início do AEE, e dos materiais que temos adquirido para a sala os horizontes e possibilidades têm se ampliado significativamente.

Vou mostrar um exemplo de apresentação de trabalho utilizando um vocalizador.
Para quem ainda não conhece, o vocalizador é uma prancha de comunicação sonora, onde o aluno aperta as imagens referentes ao que ele quer falar e esta emite o som previamente gravado.
Para preparar este material eu utilizo o programa Boardmaker na opção "criar prancha".



Para esta apresentação o aluno contou com a colaboração dos colegas que leram o texto previamente preparado enquanto, com o vocalizador, ele dava as coordenadas.


Cada símbolo tem um significado que o aluno aprende e memoriza durante os atendimentos, assim ele pode ler textos e também construí-los, utilizando imagens ao invés de palavras escritas.
A imagem acima mostra os símbolos utilizados no vocalizador para a apresentação de Geografia.
Utilizei cores diferentes para auxiliar o aluno a lembrar quando ele deveria parar de acionar o som e dar uma pausa na apresentação. Se ao invés de símbolos tivéssemos usado palavras a apresentação ficaria assim:

"Vou precisar da ajuda de 5 colegasPor favor ler uma fraseObrigado, podem sentarCada aluno irá receber uma cópia."

Ao final da apresentação cada aluno recebeu um resumo do assunto pesquisado.


É simples não é? Basta oferecermos as ferramentas certas e acima de tudo aceitarmos e valorizarmos aquilo que o aluno sabe e consegue fazer ao invés de focar em suas dificuldades.

Um grande abraço!

Adaptação de atividades e avaliações


Esta tem sido uma das maiores dúvidas dos meus colegas professores, tanto em sala de aula quanto pra quem está iniciando na Sala de Recursos Multifuncionais.

Para realizar este trabalho adequadamente é importante saber:

  •  O aluno com deficiência deve ter acesso ao conteúdo assim como os demais colegas;
  • A atividade ou avaliação deve ser realizada no mesmo momento em que os colegas também a estão realizando;
  •  O aluno deve realizar suas atividades em sala de aula, mas nesta questão devemos ser ponderados, cada caso tem suas peculiaridades. Por exemplo, se for necessário ler em voz alta para o aluno devemos nos preocupar com os demais e esta é uma questão que cada professor certamente saberá contornar e encontrar a melhor solução;
  • A atividade ou avaliação deve estar de acordo com o conteúdo que foi trabalhado com toda a turma;
  • Devem ser elaboradas questões que realmente oportunizem ao aluno expor aquilo que sabe ou onde precisa de mais atenção;
  • O aluno jamais deve ser subestimado e receber apenas atividades “fáceis”;
  • O momento da atividade ou da avaliação não deve ser um faz de conta!

Agora vamos à parte prática:

  • Todos dizem que não existe uma receita, cada caso é um caso, cada aluno é um aluno, mas eu costumo afirmar que receita pronta não existe, mas os ingredientes podem ser sugeridos e é isto que eu farei aqui.
  • Vamos lá, afinal...  Como adaptar uma atividade para um aluno com deficiência intelectual, que ainda não desenvolveu os hábitos da leitura e da escrita?? Esta é uma das situações mão comuns.
  • Pontos que devemos entender:
  • O número de questões deve ser diminuído, é importante que o aluno consiga concluir o trabalho proposto durante a aula, chega de frustrações!
  • Usar muitas imagens;
  • Mesmo que o aluno não tenha nenhum comprometimento visual use fonte Arial Maiúscula 14, com um bom espaçamento, sem economia de folhas (quando for possível, é claro);
  •  Evite colunas estreitas, com palavras ou imagens amontoadas;
  • Procure não oferta muitas atividades em que o aluno tenha que desenhar, pense, geralmente esses alunos passaram a vida escolar inteira desenhando por ainda não ter desenvolvido a habilidade da escrita.

Como é possível perceber, adaptar atividades não é algo tão complicado, basta conhecermos bem o nosso aluno.
Espero que este post tenha ajudado e tirado algumas duvidas sobre este assunto.

Feliz Páscoa!



Musicalização

  


     Este ano iniciamos um trabalho de musicalização em parceria com uma turma de alunos do 1º ano.
     Os alunos que recebem o Atendimento Educacional Especializado no turno oposto ao regular serão companheiros da turma de 1º ano durante esta atividade.


     Qual a importância de trabalhar com musicalização?

  • Musicalizar é tornar a pessoa receptiva e sensível à música. As aulas de musicalização têm um formato e objetivos bem diferentes das aulas de música que visam à formação de músicos. Através da musicalização podemos:
  • Desenvolver a criatividade, a autoestima e a capacidade de expressão por meio da linguagem musical;
  • Promover o contato com o mundo sonoro e a percepção rítmica por meio da linguagem musical;
  • Promover a participação dos alunos como ouvintes e intérpretes;
  • Favorecer a integração social, despertar e desenvolver o trabalho em equipe, o desembaraço e a autoconfiança;
  • Trabalhar a concentração, memorização, consciência corporal e coordenação motora;
  • Estimular o desenvolvimento intelectual, auditivo e sensorial;

          No início deu um certo receio, pois a expectativa das crianças e de muitos pais é de que seus filhos teriam "aula de música" e de acordo com os itens acima, musicalizar é algo bem diferente.

           Encontrei um material bem interessante pela internet que tem me auxiliado bastante e para quem ficou interessado, segue a dica: http://www.sistemamusicalizar.com.br/



 Logo logo vou postar uma foto minha com meu companheiro de projeto... o Benedito!

Audiolivro

Olá pessoal!

Já faz tempo que eu quero compartilhar a experiência deste trabalho com vocês, mas acabo sempre deixando pra depois.

Este projeto mexeu com a nossa escola, pois envolveu pais, alunos e professores.

A inquietude em relação aos nossos alunos com baixa visão e com aqueles que ainda não adquiriram a habilidade da leitura fez com que eu pesquisasse algo que pudesse favorecer estes alunos nas aulas de leitura  (na biblioteca ou em sala de aula).

Após estudos e fundamentar o projeto foi lançado o “LEITURA EM VOZ ALTA, UMA AÇÃO COLABORATIVA PARA PROMOVER O ACESSO À LITERATURA”

Pais, alunos e professores foram convidados a gravar em audiolivros de vários gêneros que fazem parte do nosso acervo. 
Foi realizada uma pesquisa para saber se poderíamos reproduzir estes livros sem que houvesse algum impedimento legal: 

Segundo o Decreto Federal nº 5296/2004, a acessibilidade deve ser garantida, assegurando a eliminação de barreiras nas comunicações e informações. A Lei nº 10.753, de 30 de outubro de 2003, institui a Política Nacional do Livro (PNL), cujas diretrizes em destaque são: assegurar ao cidadão o pelo exercício do direito de acesso e uso do livro; promover e incentivar o hábito da leitura e assegurar Às pessoas com deficiência visual o acesso à leitura. Pela Lei de Direito Autoral, ou Lei nº 9.610, de 10 de fevereiro de 1998, não é permitida a reprodução de livros na íntegra, apenas partes isoladas, capítulos de livros e/ou artigos de revistas científicas (MELO & PUPO, 2010).
Todavia, conforme o Capítulo IV – Das Limitações aos Direitos Autorais, Artigo 46:

Não constitui ofensa aos direitos autorais: a reprodução de obras literárias, artísticas ou científicas, para uso exclusivo de deficientes visuais, sempre que a reprodução, sem fins comerciais, seja feita mediante o sistema Braille ou outro procedimento em qualquer suporte para esses destinatários. (BRASIL, 1998)


O Resultado foi incrível, e a leitura é promovida entre todos os nossos alunos!



Crônicas

A disciplina de Língua Portuguesa é um dos grandes desafios para os professores que têm alunos com deficiência em suas salas. Principalmente se esses alunos ainda não desenvolveram as habilidades de leitura e escrita.
A atividade que compartilho neste post partiu da solicitação da professora de sala de aula de um aluno do 8º ano.
Como professora de AEE percebo que uma das grandes dificuldades dos professores é compreender que as atividades realizadas pelos alunos com deficiência é a mesma dos demais alunos da sala, porém adaptada.

Atividade: Resumo de uma crônica

1. Leitura na biblioteca
Todos os alunos leram livros com crônicas. O aluno com deficiência que ainda não desenvolveu a habilidade da leitura ouviu as crônicas do mesmo livro através do áudio livro (post sobre áudio livro em breve).

2. Construção do resumo das crônicas selecionadas pela professora.
O aluno recebeu gravuras previamente selecionadas com imagens relacionadas com o texto. Recortou e colou ordenando de acordo com com a leitura feita pela professora auxiliar.

Em sala de aula o aluno construiu um resumo da crônica "Coragem de optar pela arte", de Laé de Souza, mas para que a atividade pudesse ser desenvolvida em sala o aluno realizou o mesmo tipo de atividade no AEE,  para que fosse possível verificar se o aluno teria condições de recortar as gravuras, o tempo que levaria e qual o seu grau de dificuldade e compreensão para selecionar e colar as gravuras na sequencia correta.

As fotos que seguem foram tiradas durante o atendimento. Trabalhamos com a crônica "Dentinho" de Laé de Souza.

















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