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Alvo certo

Este material fiz a partir de um boneco tipo João Bobo que vi em uma loja que vende materiais adaptados aqui em Joinville.
Resolvi então confeccionar em forma de painel com um alvo.

Materiais necessários:

Folhas de EVA de sua cor preferida
Fio de lã
Bolinhas de isopor 0,25mm
Cola quente
Folha de papelão
Folha de papel imantado (é dispensável)
Números imantados (poderá ser substituído)

Como o material é utilizado:

Mais uma vez entra a questão dos objetivos específicos para cada criança. Com este material poderemos explorar a coordenação motora, reconhecimento de números, cálculos, combinados de grupo e tantos outros que  forem necessários.






Adaptação de Avaliação

O post de hoje traz um exemplo na prática do que já falei em posts anteriores no que se refere a adaptação de atividades.
Esta é uma avaliação de História para dois alunos do 9º ano do Ensino Fundamental. Ambos têm deficiência intelectual. Um deles decodifica o texto, porém tem dificuldade para compreender o que é solicitado.
Como eu já comentei anteriormente, o uso de imagens é muito importante para que os alunos possam fazer uma ligação com o que foi explicado em sala de aula. Através das imagens eles terão mais facilidade para responder as questões.

Prova original cedida pela professora:

  • Sempre solicito que os professores me entreguem as avaliações e atividades com as respostas para que eu possa adaptar;
  • A questão nº 1 foi adaptada integralmente;
  • A questão nº 2 tem várias opções, foi diminuído o número em 5,
  • A questão nº 3 a professora julgou não ser relevante neste momento.


Atividade adaptada:




Apresentação de Trabalho


Antes da Sala de Recursos Multifuncionais ser implantada em nossa escola a apresentação de trabalho feita por um aluno com paralisia cerebral que não se comunica verbalmente parecia algo praticamente impossível, mas este pensamento vem mudando desde 2009.

A partir do início do AEE, e dos materiais que temos adquirido para a sala os horizontes e possibilidades têm se ampliado significativamente.

Vou mostrar um exemplo de apresentação de trabalho utilizando um vocalizador.
Para quem ainda não conhece, o vocalizador é uma prancha de comunicação sonora, onde o aluno aperta as imagens referentes ao que ele quer falar e esta emite o som previamente gravado.
Para preparar este material eu utilizo o programa Boardmaker na opção "criar prancha".



Para esta apresentação o aluno contou com a colaboração dos colegas que leram o texto previamente preparado enquanto, com o vocalizador, ele dava as coordenadas.


Cada símbolo tem um significado que o aluno aprende e memoriza durante os atendimentos, assim ele pode ler textos e também construí-los, utilizando imagens ao invés de palavras escritas.
A imagem acima mostra os símbolos utilizados no vocalizador para a apresentação de Geografia.
Utilizei cores diferentes para auxiliar o aluno a lembrar quando ele deveria parar de acionar o som e dar uma pausa na apresentação. Se ao invés de símbolos tivéssemos usado palavras a apresentação ficaria assim:

"Vou precisar da ajuda de 5 colegasPor favor ler uma fraseObrigado, podem sentarCada aluno irá receber uma cópia."

Ao final da apresentação cada aluno recebeu um resumo do assunto pesquisado.


É simples não é? Basta oferecermos as ferramentas certas e acima de tudo aceitarmos e valorizarmos aquilo que o aluno sabe e consegue fazer ao invés de focar em suas dificuldades.

Um grande abraço!

Adaptação de atividades e avaliações


Esta tem sido uma das maiores dúvidas dos meus colegas professores, tanto em sala de aula quanto pra quem está iniciando na Sala de Recursos Multifuncionais.

Para realizar este trabalho adequadamente é importante saber:

  •  O aluno com deficiência deve ter acesso ao conteúdo assim como os demais colegas;
  • A atividade ou avaliação deve ser realizada no mesmo momento em que os colegas também a estão realizando;
  •  O aluno deve realizar suas atividades em sala de aula, mas nesta questão devemos ser ponderados, cada caso tem suas peculiaridades. Por exemplo, se for necessário ler em voz alta para o aluno devemos nos preocupar com os demais e esta é uma questão que cada professor certamente saberá contornar e encontrar a melhor solução;
  • A atividade ou avaliação deve estar de acordo com o conteúdo que foi trabalhado com toda a turma;
  • Devem ser elaboradas questões que realmente oportunizem ao aluno expor aquilo que sabe ou onde precisa de mais atenção;
  • O aluno jamais deve ser subestimado e receber apenas atividades “fáceis”;
  • O momento da atividade ou da avaliação não deve ser um faz de conta!

Agora vamos à parte prática:

  • Todos dizem que não existe uma receita, cada caso é um caso, cada aluno é um aluno, mas eu costumo afirmar que receita pronta não existe, mas os ingredientes podem ser sugeridos e é isto que eu farei aqui.
  • Vamos lá, afinal...  Como adaptar uma atividade para um aluno com deficiência intelectual, que ainda não desenvolveu os hábitos da leitura e da escrita?? Esta é uma das situações mão comuns.
  • Pontos que devemos entender:
  • O número de questões deve ser diminuído, é importante que o aluno consiga concluir o trabalho proposto durante a aula, chega de frustrações!
  • Usar muitas imagens;
  • Mesmo que o aluno não tenha nenhum comprometimento visual use fonte Arial Maiúscula 14, com um bom espaçamento, sem economia de folhas (quando for possível, é claro);
  •  Evite colunas estreitas, com palavras ou imagens amontoadas;
  • Procure não oferta muitas atividades em que o aluno tenha que desenhar, pense, geralmente esses alunos passaram a vida escolar inteira desenhando por ainda não ter desenvolvido a habilidade da escrita.

Como é possível perceber, adaptar atividades não é algo tão complicado, basta conhecermos bem o nosso aluno.
Espero que este post tenha ajudado e tirado algumas duvidas sobre este assunto.

Crônicas

A disciplina de Língua Portuguesa é um dos grandes desafios para os professores que têm alunos com deficiência em suas salas. Principalmente se esses alunos ainda não desenvolveram as habilidades de leitura e escrita.
A atividade que compartilho neste post partiu da solicitação da professora de sala de aula de um aluno do 8º ano.
Como professora de AEE percebo que uma das grandes dificuldades dos professores é compreender que as atividades realizadas pelos alunos com deficiência é a mesma dos demais alunos da sala, porém adaptada.

Atividade: Resumo de uma crônica

1. Leitura na biblioteca
Todos os alunos leram livros com crônicas. O aluno com deficiência que ainda não desenvolveu a habilidade da leitura ouviu as crônicas do mesmo livro através do áudio livro (post sobre áudio livro em breve).

2. Construção do resumo das crônicas selecionadas pela professora.
O aluno recebeu gravuras previamente selecionadas com imagens relacionadas com o texto. Recortou e colou ordenando de acordo com com a leitura feita pela professora auxiliar.

Em sala de aula o aluno construiu um resumo da crônica "Coragem de optar pela arte", de Laé de Souza, mas para que a atividade pudesse ser desenvolvida em sala o aluno realizou o mesmo tipo de atividade no AEE,  para que fosse possível verificar se o aluno teria condições de recortar as gravuras, o tempo que levaria e qual o seu grau de dificuldade e compreensão para selecionar e colar as gravuras na sequencia correta.

As fotos que seguem foram tiradas durante o atendimento. Trabalhamos com a crônica "Dentinho" de Laé de Souza.

















Entrevista

Esta atividade foi proposta pela professora de Língua Portuguesa aos alunos do 7º ano. 
Após leitura coletiva da entrevista da protagonista de iCarly - Miranda Cosgrove - em uma revista teen e de discutirem sobre este gênero textual os alunos receberam o desafio de realizar entrevistas com seus colegas de sala.
Nesta turma há um aluno com paralisia cerebral e que necessita da Comunicação Alternativa. Para que ele pudesse realizar a atividade como os demais colegas foram utilizados símbolos para que ele pudesse elaborar suas perguntas ao aluno que seria entrevistado.
Veja como ficou:



Sugestões do AEE para a professora de sala:


1.     O aluno poderá construir no painel imantado as perguntas que fará para seu entrevistado, para isso utilizará os símbolos da comunicação alternativa. A auxiliar terá um “gabarito” para ajudar o aluno neste processo.


2.  Após pergunta elaborada, o entrevistado poderá responder oralmente para o entrevistador e em seguida escrever sua resposta na folha.



  3. Os meios de comunicação onde podemos ler, ouvir e assistir entrevistas também poderão ser explorados com o aluno através um material adaptado. (Juntar as metades das imagens e escrever seus nomes utilizando alfabeto móvel.


Confecção do material:




*  As perguntas da entrevistas foram elaboradas usando símbolos do software "Boardmaker".
*  Após elaboradas as perguntas os símbolos foram colados em um papelão e impermeabilizado com    papel contact transparente
*  Este material foi explorado em um plano inclinado imantado, por isso no verso de cada símbolo há um pedaço de ímã colado, podendo ser utilizado também o velcro.


*** Para quem ainda não conhece, este ímã que utilizei é comprado em metro. Ele é mais fino que uma folha de cartolina e muito prático, pois não necessita de cola.

Jogo - Poesia

Este jogo poderá estimular seus alunos a escrever poesias. Ele foi montado a partir do poema Improviso, escrito pelo chinês Li T’Ai-Po e traduzido por Haroldo de Campos (Abc da Literatura, Editora Cultrix). Retângulos vazios separam as estrofes, que foram misturadas a outras palavras.


Entregue uma folha de atividade para cada aluno ou grupo. Peça que criem um poema escolhendo uma palavra de cada quadro. À medida que os alunos selecionam os termos, vão reconstruindo o poema original ou montando um novo. Incentive o uso do dicionário para que as palavras menos conhecidas também sejam utilizadas de maneira correta, garantindo o sentido de cada estrofe do poema.

Depôs que a classe terminar, distribua “máscaras” vazadas que vão revelar o texto original. Nesse momento, os alunos podem verificar quem se aproximou mais do poema chinês e comparar e analisar os diversos textos montados pelos colegas. Lembre-se: reproduzir o poema original não é o mais importante.

Ao utilizar um outro poema, fique atenta à escolha das palavras que quiser adicionar ao texto original. Elas devem permitir diferentes associações.

Fonte: Revista Nova Escola

História em Pedaços

Com ajuda de pistas, os alunos devem ordenar as peças do jogo até formar um texto que tenha coerência. A atividade pode ser realizada em grupo ou individualmente.


Divida duas folhas de sulfite num mesmo número de retângulos. Escreva o texto numa das folhas e as pistas nem outra. Para cada trecho da história deverá haver uma pista correspondente. Reproduza o material em número suficiente para todos os alunos ou equipes. O texto, porém, deverá ser distribuído já recortado e embaralhado. Se não puder reproduzir o material os alunos poderão ajudar na confecção dos jogos, copiando o texto e as pistas. Para que não tenham contato prévio com a resposta, escreva no quadro trechos da história numa ordem aleatória. Recolha as cópias, deixe passar uma semana e só então apresente a atividade à turma.


Atividade realizada no AEE Valentim

Quando trabalhar com outros textos, primeiro divida a história escolhida em pequenos blocos. Depois, elabore pistas que não admitam duas possibilidades de respostas.

Poder de síntese – com esta atividade, montada a partir do trecho inicial do livro O Ovo da Brucha (adaptação de Luiz Fernandes – do original de Madeleine Edmondson, Editora Tecnoprint), os alunos poderão aprimorar a capacidade de interpretação de texto. Cada uma das catorze pistas resume um trechinho da narrativa. Depois de ordenar as peças, sugira à classe que continue a história contando, por exemplo, o que Filomena faz à noite. Diga à turma que fique atenta às características da bruxa. Assim, a história não perderá a lógica.
 
*** Fonte: Revista Nova Escola ***

Coordenadas Geográficas

Esta atividade foi preparada para ser realizada usando notebook ou quadro velcrado.

O painel feito com velcro é fácil de fazer, basta uma base de papelão e cola quente para fixar o velcro.
Na parte superior cola-se os números e na lateral as letras. Em cada quadradinho foi colado velcro também. Oquadriculado foi riscado com caneta de tecido.

A mesma atividade utilizando notebook:
A tabela foi feita no Exel, depois salva no Paint. Para o aluno marcar o quadradinho certo basta jogar o baldinho com tinta.
Para quem não conhece, este "bolachão" amarelo é um acionador plugado ao mouse. Como o aluno que vai realizar esta atividade tem dificuldade no controle motor ele movimenta o mouse com uma mão e usa o acionador para "clicar".

Nesta imagem o aluno realiza a atividade em sala de aula com a ajuda da professora auxiliar.

Geografia - Noções Espaciais

Dados da Aula


O que o aluno poderá aprender com esta aula:
Construir noções espaciais relativas à orientação e navegação mediante o emprego dos pontos cardeais.
Duração das atividades:
Duas aulas de cinquenta minutos cada;
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno:
• Percepção espacial;
• Localização: Esquerda, direita, frente, trás.

Introdução

A forma mais comum de orientação na superfície da Terra é com os pontos cardeais. O Norte (N) e o Sul (S) apontam para os pólos terrestres e a direção Leste (L ou E) e Oeste (O ou W), corresponde à direção perpendicular (Norte-Sul).
Sendo os mapas, representações da superfície terrestre orientados através dos pontos cardeais, esse aprendizado torna-se uma competência necessária tanto para o leitor quanto para o mapeador que tem por objetivo elaborar um mapa passível de identificação e que possibilite a localização dos espaços e/ou elementos representados.
Portanto dentro da proposta de educação cartográfica, é importante preparar as crianças para conceitos como o de pontos cardeais. Nas séries iniciais, esse conceito demanda uma preparação por parte das crianças, que devem inicialmente considerar a localização dos objetos uns em relação aos outros, independente do seu posicionamento, e a partir de atividades no espaço concreto de vivência do aluno, utilizando movimentações no próprio meio.
A proposta é que mediante uma atividade lúdica as crianças solidifiquem a construção do conceito de navegação e direcionamento.
Essa atividade prepara as crianças para o entendimento do conceito de pontos cardeais.

Para saber mais, visite:
http://www.geocart.igeo.ufrj.br/pdf/trabalhos/2002/Simposio_Cart_Criança_2002.pdf

O Jogo - “Aonde você chegou ?”
Materiais Necessários:

• Caixa grande de ovos, feita de papelão,
• caneta hidrocor,
• cartolina;
• tampa de garrafa de refrigerante;

Preparando o Material:

O Tabuleiro:
Com a caixa de ovos será feito um tabuleiro. Nas partes fundas da caixa de ovos, escreva com caneta hidrocor de cores diferentes, números e letras em ordem aleatória.


 
A tampa de refrigerante, será usada para percorrer os pontos do tabuleiro.
As Cartas:

Agora vamos produzir as cartas!
Sugere-se que elas sejam retangulares e coloridas. Devem contar com uma numeração - carta 01, carta 05 - com comandos como:
· ande duas casas à direita;
· ande uma casa para baixo;
Estes comandos serão executados pelos alunos para navegarem no tabuleiro. Quanto às cartas, estas podem ser feitas de cartolina, papelão ou de outro material disponível em sua escola. Use sua criatividade, aqui vão alguns modelos de cartas que o professor pode construir. Cada carta tem uma seqüência de comandos e também a resposta de onde esta seqüência terminará.

 

Este material foi adaptado na SRM Valentim para que
pudesse ser usado nas aulas de Geografia, Matemática e Inglês.
 
Essas são apenas sugestões, use sua critividade na construção de seus modelos de cartas!
Para iniciar o jogo, formam-se as duplas, onde se intercala, uma partida um aluno fica com um maço de cartas e dá os comandos e o outro segue as ordens, executando os movimentos com a tampa de refrigerante, percorrendo o tabuleiro.
O aluno com as cartas, dá a sequência de comandos ao colega e este percorre o tabuleiro, usando a tampa de refrigerante. A cada comando ele passa pelos número e letras escritos no fundo da caixa.
Ao final o aluno que estiver na vez de dar as cartas pergunta ao colega: “Aonde você chegou?”
O aluno que percorre o tabuleiro com a tampa deve responder a pergunta, identificado em que local está a tampa e dizer qual a letra ou número está representada no local.
Essa é uma proposta de aula que trabalha a questão da navegação - direita, esquerda, frente e trás - e portanto também trabalha a questão da lateralização nos alunos. É importante que essa atividade seja trabalhada em conjunto com o professor de matemática, que poderá dar enfase a aspectos pertinentes à sua disciplina. O professor deve acompanhar as duplas e ir orientando as crianças.

Recursos Complementares
www2.uel.br/projeto/cartografia/biblio/educ_d.htm www.observatoriogeogoias.com.br/observatoriogeogoias/artigos_pdf/Auristela%

Avaliação
Como avaliação é importante o professor acompanhar se os alunos conseguem executar os comandos das cartas, conforme as orientações e com isso construir a noção de orientação e navegação.

Sugestões de palavras e expressões para usos em relatórios


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