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Audiolivro

Olá pessoal!

Já faz tempo que eu quero compartilhar a experiência deste trabalho com vocês, mas acabo sempre deixando pra depois.

Este projeto mexeu com a nossa escola, pois envolveu pais, alunos e professores.

A inquietude em relação aos nossos alunos com baixa visão e com aqueles que ainda não adquiriram a habilidade da leitura fez com que eu pesquisasse algo que pudesse favorecer estes alunos nas aulas de leitura  (na biblioteca ou em sala de aula).

Após estudos e fundamentar o projeto foi lançado o “LEITURA EM VOZ ALTA, UMA AÇÃO COLABORATIVA PARA PROMOVER O ACESSO À LITERATURA”

Pais, alunos e professores foram convidados a gravar em audiolivros de vários gêneros que fazem parte do nosso acervo. 
Foi realizada uma pesquisa para saber se poderíamos reproduzir estes livros sem que houvesse algum impedimento legal: 

Segundo o Decreto Federal nº 5296/2004, a acessibilidade deve ser garantida, assegurando a eliminação de barreiras nas comunicações e informações. A Lei nº 10.753, de 30 de outubro de 2003, institui a Política Nacional do Livro (PNL), cujas diretrizes em destaque são: assegurar ao cidadão o pelo exercício do direito de acesso e uso do livro; promover e incentivar o hábito da leitura e assegurar Às pessoas com deficiência visual o acesso à leitura. Pela Lei de Direito Autoral, ou Lei nº 9.610, de 10 de fevereiro de 1998, não é permitida a reprodução de livros na íntegra, apenas partes isoladas, capítulos de livros e/ou artigos de revistas científicas (MELO & PUPO, 2010).
Todavia, conforme o Capítulo IV – Das Limitações aos Direitos Autorais, Artigo 46:

Não constitui ofensa aos direitos autorais: a reprodução de obras literárias, artísticas ou científicas, para uso exclusivo de deficientes visuais, sempre que a reprodução, sem fins comerciais, seja feita mediante o sistema Braille ou outro procedimento em qualquer suporte para esses destinatários. (BRASIL, 1998)


O Resultado foi incrível, e a leitura é promovida entre todos os nossos alunos!



Sintetizador vocal

A partir de agora será possível ouvir os textos postados no blog. Basta clicar no link "((.)) OUÇA ESTE POST" que fica no final de cada postagem.
Também está disponível no lado superior esquerdo um conversor de textos. Você poderá copiar e colar textos em vários idiomas e ouvir. Poderá ainda escolher voz masculina ou feminina.
Se preferir poderá converter os textos diretamente no site: http://vozme.com/index.php?lang=pt .

Espero que gostem desta novidade!


Reconhecimento do ambiente - Olfato

Para que a aluna BV do CEI pudesse criar um elo com sua sala de aula, confeccionei um pingente com aroma de canela. Assim, toda vez que ela chegar na escola e entrar em sua sala, saberá que aquele é o seu ambiente. Este recurso poderá deixá-la mais tranquila.

Recursos para estimulação

Ainda pensando em recursos para a aluna BV do CEI, confeccionei esta caixa onde ela deverá organizar bolinhas de diferentes texturas e garrafas com pedrinhas de diferentes cores e pesos. Observe que uma das aberturas é camuflada, como a caixa tátil que todos conhecemos.



Baixa Visão - Estimulação

Estes recursos fiz para uma aluna de 1 ano e 8 meses que frequenta um dos Centros de Educação Infantil que eu atendo. Ela tem baixa visão e muita dificuldade para interagir com o grupo.

Tapete Sensorial: um jogo que irá estimular seus resíduos visuais e sua percepção tátil. Poderá ser jogado com os amigos da sala.
O objetivo é sugerir recursos que permitam a interação da criança com o grupo, que elimine barreiras.



Braillito

Feito por mim...
Chegou o Brailito!

Um boneco que ajudará de maneira lúdica ensinar os sistema Braille.
Ele é feito de pano, tem o corpo macio e rechegado com fibra acrílica, o que o torna agradável de ser manuseado.
Sua roupa traz cores contrastantes e na blusa botões presos em velcros que poderão formar qualquer uma das letras do alfabeto em Braille.

Fica a dica!



Baixa Visão

O que eu vou postar hoje não é nada inovador, mas compartilho por ser algo que tem dado muito certo para nosso aluno com Baixa Visão.
Para que a leitura não se torne muito cansativa e para que o aluno possa utilizar outros recursos e estratégias na realização de atividades e avaliações, comecei a gravar em áudio os textos informativos e até mesmo as avaliações. Você lembra daqueles antigos livros de banca de revista para aprender inglês ou qualquer outro idioma? Pois é,   para as avaliações fiz algo parecido, onde o aluno ouve cada orientação da professora para responder as questões, sem que isto atrapalhe a concentração dos demais colegas.


Eu gostaria muito de compartilhar o arquivo de áudio, mas não sei como anexar aqui no blog.





E já que estamos falando em Baixa Visão, segue em anexo duas atividades:


1ª HQ's: Professor@, se você vai trabalhar tirinhas com seus alunos, basta ampliar para seu aluno com Baixa Visão. É algo simples!




2ª Pontuação de texto: minha sugestão é entregar ao aluno o texto em tiras (numere no verso para que o aluno saiba a ordem, já que o objetivo é apenas a pontuação). No modelo em anexo usei fonte 96.
Assim o aluno organiza as tiras e faz uso dos pontos necessários.
  

ALUNO COM BAIXA VISÃO






- Ensine a criança e o jovem sobre sua deficiência e sobre o que eles podem ver ou não poder ver bem (muitas crianças não têm consciência disso).

- Os alunos com baixa visão deverão trabalhar olhando para os objetos e para as pessoas (algumas crianças apresentam comportamento de cegos, olham para o vazio. Peça para que “olhe” o objeto ou pessoa em questão).

- Ajude-o a desenvolver comportamentos e habilidades para participar de brincadeiras e recreações junto com os colegas, facilitando o processo de socialização e inclusão.

- Oriente o uso de contraste claro e escuro entre os objetos e seu fundo.

- Estimule o aluno a olhar para aspectos como cor, forma e encoraje-o a tocar nos objetos enquanto olha.

- Lembre-se que o uso prolongado da baixa visão pode causar fadiga.

- Seja realista nas expectativas do desempenho visual do estudante, encorajando-o sempre ao progresso.

- Encoraje a coordenação de movimentos com a visão, principalmente das mãos.

- Oriente o estudante a procurar recursos como o computador pois, ele se cansará menos e aumentará sua independência.· Pense nos estudantes com baixa visão como pessoas que vêem.

- Use as palavras “olhe” e “veja” livremente.

- Esteja ciente da diferença entre nunca ter tido boa visão e tê-la perdido após algum tempo.

- Compreenda que o sentido da visão funciona melhor em conjunto com os outros sentidos.

- Aprenda a ignorar os comentários negativos sobre as pessoas com baixa visão.· Dê-lhe tempo para olhar os livros e revistas, chamando a atenção para os objetos familiares. Peça-lhes para descrever o que vê.

- Torne o “olhar” e “ver” uma situação agradável, sem pressionar.



OBS: Deve-se evitar fazer tudo pela criança com baixa visão para que ela não se canse ou se machuque. Ela deve ser responsável pelas próprias ações.



NÃO ÓPTICOS PARA BAIXA VISÃO

Os recursos não ópticos são aqueles que melhoram a função visual sem o auxílio de lentes ou promovem a melhoria das condições ambientais ou posturais para a realização das tarefas (podem ser efetuados pelo professor). (K.José et al). Os meios para que se consiga esta melhora são:

- Trazer o objeto mais próximo do olho, o que aumenta o tamanho da imagem percebida (ou seja, deixe a criança aproximar o objeto do rosto ou aproximar-se para observar algo, como por exemplo, a lousa ou a TV);

- Aumentar o tamanho do objeto para que ele seja percebido.



CARACTERÍSTICAS DE MATERIAL IMPRESSO PARA BAIXA VISÃO

- Desenhos sem muitos detalhes (muitos detalhes confundem);

- Uso de maiúsculas;

- Usar o tipo (letra) Arial;

- Tamanho de letra em torno de 20 a 24 (ou seja, ampliada);

- Usar entrelinhas e espaços;

- Cor do papel e tinta (contraste).



FORMAS DE AMPLIAÇÃO

- Fotocopiadora;

- Computador;

- Ampliação à mão: é a mais utilizada e deve seguir requisitos como tamanho, espaços regulares, contraste, clareza e uniformidade dos caracteres.



MATERIAIS

- Lápis 6B e/ou caneta hidrográfica preta;

- Cadernos com pautas ampliadas ou reforçadas;

- Suporte para livros;

- Guia para leitura;

- Luminária com braços ajustáveis.



MAIS SUGESTÕES

Nos CAPES pode ser encontrado o caderno com pauta ampliada (mais larga) para alunos com baixa visão; mas também pode ser confeccionado utilizando o próprio caderno do aluno riscando com uma caneta hidrocor preta uma linha sim, outra não. Como normalmente os cadernos encontrados hoje em dia as linhas são claras, não haverá problema pois, normalmente o aluno não consegue enxergar as linhas mais clara somente as mais escuras e ele poderá escrever no espaço entre elas (no caso utilizando 2 linhas).

Para alguns alunos é necessário um espaço maior entre as linhas; como não encontramos este tipo de caderno no mercado pode-se encadernar um maço de sulfite, colocar uma capa e traçar as linhas, folha por folha (com lápis 6B) de acordo com a necessidade do aluno como neste caso, 5 cm. As mães costumam colaborar quando orientadas neste sentido.

Caso o aluno apresente além da baixa visão, uma dificuldade motora, pode-se utilizar de letras móveis em papel para que o aluno cole as letras, formando palavras, ao invés de escrever.


Para evitar o cansaço de estar constantemente com o rosto sobre o caderno, pode-se utilizar um suporte para leitura encontrado em casas que trabalham com artigos para deficientes visuais. Pode ainda ser confeccionado ou ser utilizados livros, como suporte, embaixo do carderno para que este possa ficar mais elevado.


O professor pode ainda confeccionar esta grade para facilitar a escrita do aluno com baixa visão. Pode ser utilizado uma lâmina de radiografia, como na foto, do tamanho da folha do caderno e com a mesma medida das linhas ou ainda em papel cartão com cores que contrastem com o fundo branco da folha do caderno. Para a leitura pode ser confeccionado no mesmo modelo, uma guia para leitura utilizando-se somente uma linha vazada e à medida que o aluno vai lendo a guia vai sendo deslocada para a linha de baixo, o que evita que ele se perca durante a leitura.


O professor também pode se utilizar dos encartes que contém figuras grandes para trabalhar com o aluno com baixa visão para reconhecimento dos produtos e palavras conhecidas bem como com rótulos de embalagens que são utilizados em seu dia-a-dia. A medida que ele vai aprendendo a ver começará a identificar figuras cada vez menores.


O aluno pode recortar o produto que identificou visualmente e nomeá-lo. Posteriormente pode colocar as figuras em ordem alfabética criando um livrinho.


Pode-se ainda trabalhar com jogos pedagógicos.


OBS: O professor deverá identificar o tamanho de letra que a criança consegue enxergar para realizar as atividades, caso contrário não se sentirá motivado a realizar as tarefas. O professor deve estar atento pois este pode ser um dos motivos pela falta de interesse e indisciplina do aluno. Se perceber que o aluno apresenta dificuldade em enxergar peça aos pais para que leve-o ao oftalmologista.

Fonte:dvsepedagogia.blogspot.com
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